De Peito Aberto participa do Seminário Estadual das Medidas Socioeducativas


Coordenadora do projeto Estação Juventude, desenvolvido pela De Peito Aberto em centros
socioeducativos estaduais, Elizabeth Medeiros apresentou impactos das atividades esportivas
e culturais para os adolescentes atendidos.


11 de Setembro de 2013

A Associação De Peito Aberto participou do Seminário Estadual das Medidas Socioeducativas realizado na última terça-feira (10/9) pela Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Em mesa redonda na tarde do evento, a De Peito Aberto apresentou os projetos SuperAção e Estação Juventude, desenvolvidos pela instituição nos centros estaduais de internação e semiliberdade, abordando os impactos das atividades esportivas e culturais para os adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Com o tema “Participar para Responsabilizar”, o evento foi direcionado à equipe técnica das unidades de medidas socioeducativas e da rede de atendimento do Estado, reunindo cerca de 700 pessoas.

O SuperAção promove a prática esportiva
orientada dentro dos centros
socioeducativos de Minas Gerais


“O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece em seu Art. 124 que são direitos do adolescente privado de liberdade, dentre outros, realizar atividades culturais, esportivas e de lazer”, destacou a coordenadora do projeto Estação Juventude, Elizabeth Medeiros, lembrando que a promoção de valores por meio dessas atividades está definida como um eixo estratégico da ação socioeducativa, conforme Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) - Lei 12.594 de 18 de janeiro de 2012. Nessa perspectiva, a De Peito Aberto estabeleceu parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social, permitindo o desenvolvimento dos projetos SuperAção, desde 2009, e Estação Juventude, iniciado em abril de 2013.

Projetos


O Projeto SuperAção atua em 32 unidades socioeducativas em Belo Horizonte, Região Metropolitana e interior de Minas Gerais, oferecendo aos adolescentes da internação e semiliberdade acesso à atividade esportiva orientada como forma de colaborar para o processo de ressocialização desses jovens. São praticadas diversas modalidades esportivas como basquetebol, futsal, handebol, voleibol, judô, natação, peteca e tênis de mesa.
Já o projeto Estação Juventude atende aos adolescentes dos centros de internação e internação provisória de Belo Horizonte e Região Metropolitana, na perspectiva de promover acesso à arte e à cultura. São desenvolvidas oficinas artístico-culturais nas áreas de Artes Visuais (fotografia e vídeo), Letras (linguagens), Artes Plásticas (desenho, grafite, quadrinho), Música e Artes Cênicas.

Medeiros destacou que o projeto atende a um marco legal estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, que inclui a arte como disciplina de produção de conhecimento e instrumento de inserção social. “Isso reforça a importância do ensino da arte e das atividades que envolvem tal universo aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa”, concluiu a gestora.



O judô é uma das modalidades praticadas
pelos jovens dentro do Projeto SuperAção
Impactos

De acordo com a coordenadora, as oficinas de arte se apresentam como um espaço aberto e expressivo, que oferece aos adolescentes novas possibilidades de ampliar suas formas de observar o mundo e se incluir nele, incentivando a potência criativa e permitindo uma reelaboração de suas próprias histórias.


Já as atividades esportivas trabalham aspectos como a consciência corporal e o desenvolvimento físico, promovendo a reflexão sobre potências e limites pessoais, assim como a dimensão de grupo, a responsabilidade compartilhada, o pensamento coletivo e colaborativo.
Medeiros destacou, ainda, o estímulo à criação e manutenção de hábitos saudáveis, o desenvolvimento de habilidades e o respeito às diferenças.

Desafios

Elizabeth Medeiros apresentou duas questões centrais que norteariam a atuação da De Peito Aberto nas medidas socioeducativas: como desenvolver um trabalho artístico-cultural que, de acordo com a gestora, prevê, essencialmente, liberdade de expressão e certo potencial transgressor, com jovens em privação de liberdade? Ainda, como transmitir aos adolescentes a aplicação de conceitos próprios do esporte, como limite e disciplina, na rotina de suas próprias vidas para além da medida socioeducativa?


Oficina de rap do Estação Juventude, com o educador Monge Mc, permite aos adolescentes
o registro de suas músicas em estúdio

A gestora explicou que a descoberta desses caminhos é o desafio diário da instituição e acredita que esse trabalho contribui no percurso do cumprimento da medida socioeducativa, abrindo novas perspectivas de vida, distintas da criminalidade. “Somos mais um entre vários agentes que participam dessa rede para fazer valer os direitos e deveres dos nossos adolescentes e fomentar a construção da cidadania”, afirmou a coordenadora, lembrando a importância do Seminário como espaço para “troca de experiências e aproximação entre os projetos e os próprios funcionários das unidades que, muitas vezes, não têm dimensão do trabalho que é desenvolvido”, concluiu.


Por:
Assessoria de Comunicação De peito Aberto | Larissa Metzker
 
Créditos foto: De Peito Aberto
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