Meta da CASA é ter Olímpiada Nacional


Por Assessoria de Imprensa, em 03/11/09 15:26

Mais de 2.000 jovens de São Paulo e outros estados participam da maior competição voltada a adolescentes em conflito com a lei

Com a presença de quatro estados convidados e a participação de cerca de 2 mil adolescentes, a IV Olimpíada Esportiva e Cultural da Fundação CASA é o maior evento com adolescentes em conflito com a lei da América Latina e começa a ganhar ano a ano contornos nacionais.

“No ano passado, já tivemos duas delegações de outros estados e nesta temos quatro (Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas). Nossa meta é ter a partir de um ano que vem um evento mais nacional, com a presença do maior número de estados”, anunciou nesta terça-feira (3 de novembro) a presidente da CASA, Berenice Giannella, durante a abertura do evento, que acontece até sexta-feira (6 de novembro) no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, em São Paulo.

A abertura da IV Olimpíada da CASA contou com a presença do governador em exercício de São Paulo, Barros Munhoz, e do secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Guimarães Marrey.

“O trabalho da Fundação CASA na gestão do governador José Serra tem sido maravilhoso e com um impacto social mais importante do que obras físicas”, afirmou Munhoz, que é presidente da Assembléia Legislativa. “Talvez seja o mais importante trabalho feito no governo.”

Para o secretário Marrey, a Olimpíada e as práticas desportivas têm por objetivo a educação de valores. “O esporte propicia amizade, solidariedade, lealdade, respeito ao próximo e trabalho em conjunto”, afirmou o secretário. “Mas o ideal é que, na próxima Olimpíada, vocês não estejam aqui. Ou seja, gostaríamos que vocês tenham aprendido a lição e resolvido a vida de vocês da melhor forma.”

Na abertura da IV Olimpíada, também estiveram presentes o ex-jogador de vôlei Montanaro (medalha de prata nos jogos de Los Angeles, em 1984, e campeão mundial da modalidade), o árbitro do quadro da CBF, Rodrigo Braguetto, além de pessoas e instituições envolvidas com a questão da criança e adolescente.

O momento mais emocionante da festa de abertura, que contou com delegações uniformizadas e peças executadas pela Fanfarra Municipal de Atibaia (campeã mundial de músicas marciais na Holanda), foi o momento da Pira Olímpica, acesa pelos atletas Diego Lima, Clóvis e Érika.

Ex-internos da Fundação CASA, Clóvis Diego e Érika são os exemplos de que o esporte pode ser a porta de entrada de um novo caminho. Clóvis é jogador profissional, Diego está no Sub-20 da Portuguesa e Érica joga futebol feminino em Botucatu.

“Eles foram lapidados aqui na Fundação CASA e descobriram novos valores com o esporte”, diz o ex-craque Zé Maria, o Super Zé, que foi tricampeão mundial na Copa de 70 e atualmente é um dos coordenadores do ensino desportivo na CASA.

O que são as Olimpíadas da CASA

No ano em que o Brasil foi escolhido para sediar os jogos olímpicos de 2016, quase dois mil adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação vão participar da IV Olimpíada Esportiva e Cultural da Fundação CASA. Cerca de 50 jovens vão representar instituições dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.

O Conjunto Desportivo do Ibirapuera foi transformado numa verdadeira Vila Olímpica para alojar 385 adolescentes de unidades do interior de São Paulo e de outros Estados. O ginásio também vai abrigar os competidores de unidades da Capital, Grande São Paulo e cidades mais próximas que serão levados diariamente para as competições.

A IV Olimpíada da Fundação CASA vai mobilizar, durante os dias de jogos, cerca de 1.000 funcionários.

Desde o início do ano, centenas de funcionários fizeram a preparação, realizaram treinos, organizaram a logística para o transporte e alimentação, montaram tabelas de jogos e distribuíram uniformes, dentre outras atividades que vão possibilitar a realização de um evento deste porte. “É uma mobilização geral e com muito entusiasmo de todos os funcionários, que estão organizando a competição há meses”, disse a presidente da Fundação CASA, Berenice Giannella. “O esporte é um dos mecanismos que temos para trabalhar valores e a questão da inclusão com nossos adolescentes.”

Nesta quarta edição, os jovens vão disputar as modalidades de Futebol, Futsal, Basquete, Voleibol, Handebol, Xadrez e Tênis de Mesa. Além das competições, o evento vai contar com apresentações de cultura urbana como Hip Hop, Graffiti, Skate e Streetbol. Também haverá apresentações de Karatê, Yoga e Judô.

Espírito Olímpico Renovado

A eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos em 2016 criou nos funcionários e adolescentes uma vontade especial de fazer da Olimpíada deste ano, a maior dentre todas as anteriores. “Estamos com novo fôlego e orgulho de participar da organização de tudo”, diz Zé Maria, o Super Zé, campeão da Copa de 1970, que atua na coordenação da Gerência de Esporte e Educação Física (GEFE).

Com espírito de campeão, Zé Maria não mede esforços para ver os jovens da CASA disputando troféus e medalhas. Depois de acompanhar a maioria das disputas das Olimpíadas anteriores da instituição, ele afirma que esse evento é uma forma de mostrar que aqui há talentos. “Muitos jovens descobrem na Fundação os equipamentos das prefeituras e do Estado que podem usar para treinar e crescer no esporte”, comenta o campeão.

“Esse envolvimento e compromisso dão ao evento a capacidade de contagiar a todos. E o nosso objetivo, com isso, é passar aos jovens valores como respeito, solidariedade e espírito esportivo”, comenta o gerente de Esporte e Educação Física, Carlos Alberto Robles, gerente de Esportes e Educação Física da Fundação CASA.


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